Quando leio Alejandro Zambra's me vem como se fosse um filme dirigido por Noah Baumbach, alguma coisa na imagem e no texto busca acurar a paisagem de uma janela sobre a qual já nos debruçamos em vida. Considero-me uma entusiasta deste particular traquejo narrativo, em que a ficção e realidade se confundem, a narrativa se vale do engodo de uma memória geracional, regurgitam-se reflexões sobre a criação literária, quando não sobre o ofício da escrita, abrem-se fendas de relacionamentos que estão a ponto de naufragar, e o que seria uma assinatura do autor chileno, superações sôfregas, que se dão pela dor particular desvelada junto à dores coletivas.
(escrito em 13/01/2021)
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